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terça-feira, 2 de junho de 2015

Codex Gigas - Uma Bíblia Escrita por Lucifer?


O Codex Gigas é uma enorme Bíblia medieval, tem 624 páginas, pesa absurdos 74 kg e mede 92 cm x 50 cm e uma profundidade de 22 cm.
Sua autoria é um verdadeiro enigma para os especialistas, e, segundo uma lenda, teria sido escrito pelo próprio Lúcifer, o anjo caído.
Mas, além dos mitos, o Codex Gigas tem suas características impactantes, além de suas dimensões e o grande peso – o que significa que, para manipulá-lo, são necessárias, pelo menos, duas pessoas –  em seu interior há o desenho de um "diabo gigante".


Outros fatos intrigantes acerca de tal bíblia de Lúcifer.
Atualmente na Suécia mais precisamente na Biblioteca Nacional de Estocolmo, os estudiosos do livro afirmam que o único autor das 624 páginas não mostra sinais de cansaço com o trabalho, o que poderia ser notado por sua caligrafia.
Uma das lendas em torno da existência ou aparecimento de tal bíblia relata as desventuras de um monge ao qual, por ter traído seus votos, foi-lhe imputado o castigo de escrever uma Bíblia em uma única noite ou ser executado no caso de falhar.
O monge, incapaz de realizar a tarefa titânica, teria vendido sua alma ao diabo em troca de ajuda na sua empreitada. Lúcifer aceitou, e a prova dessa negociação peculiar é o desenho do diabo no interior do livro.

Uma hipótese mais realista também aponta o monge como o autor, embora ele, sem a ajuda de Satanás, tenha precisado de cinco anos de total reclusão para escrever o Codex. Mas a ideia sempre recorrente é a do castigo: quase todas as teorias se referem à tarefa de escrever o livro como uma forma de redenção por causa de um pecado.


De qualquer modo, nenhuma das hipóteses formuladas pelos especialistas responde a todas as perguntas que o Codex Gigas suscita, como, por exemplo, o fato de um mesmo tipo de tinta ter sido utilizado por tanto tempo e a ausência de sinais de esgotamento por parte do autor. O livro gigante e sombrio contém uma versão do Antigo Testamento, além de obras do historiador Flavio Josefo, e teria sido elaborado em um monastério beneditino da Boêmia, no início do século XIII.